quarta-feira, 25 de abril de 2012




Um filme feito para atores. Assim definem a ideia da obra o ator Alex Reis e o diretor Marcoz Gomez.

"A ideia partiu da premissa do diretor Marcoz Gomez querer realizar um filme onde desse oportunidade para que os atores pudessem apresentar o seu trabalho." Alex Reis


O Abajour é uma produção independente, onde os atores e toda a equipe trabalharam como voluntários, juntaram o gosto pelas as artes com o de fazer cinema. Quem pode emprestar casa para locação, emprestou, quem tinha equipamentos, também emprestou, assim como fez o Neto Favaron, que além de emprestar seus equipamentos, ajudou com o trabalho de direção de fotografia.

O filme esbarra na ética, na amizade, na confiança, e principalmente em assuntos que muitos fecham os olhos, a violência que assombra não só a classe média baixa da sociedade, mas sim a classe média alta, jovens que se envolvem com o tráfico em todas as situações, seja apenas usuário de drogas em uma festa na cobertura da Barra, como subindo o morro para comprar drogas. Nesse meio encontramos a personagem do ator Alex Reis, Guilherme, que trabalha como abajour - aquele que entrega para a polícia o movimento da boca de fumo. Entre idas e vindas, amores, famílias, amigos, a trama nos apresenta os caminhos que os nossos atos podem nos levar, e as dificuldades que podemos encontrar em certas escolhas, além de descobrirmos com quem realmente podemos contar no nosso círculo de amizade.

Um filme, independente, sem uso do dinheiro de editais e qualquer outro meio financeiro de apoio as artes cinematográficas (sei o quão difícil é para um realizador fazer um trabalho dessa forma no país em que vivemos), mas nem por isso deixou a desejar. Teve a sua avant-première no Cine Lagoon - Lagoa (RJ) 23-04-12, e está sendo negociado no Festival de Berlim.




É um filme excitante, que prende o espectador até o fim, com uma virada que é o ápice, onde o espectador tem que se encontrar no meio da história junto com cada personagem, enquanto flashs de memórias se intercalam com os acontecimentos atuais. Esse sim é o ponto alto do filme, mas claro não irei contar o porquê e tão pouco como, se não vira spoiler, e claro que quero que você vá assistí-lo na primeira oportunidade.

O Abajour - filme de Marcoz Gomez com Alex Reis e um excelente elenco.

Elenco:

ALEX REIS
ALEXANDRE MACHAFER
AMANDA ALVES
ANGÉLICA TAMIOZZO
CAMILA LORENZO
DANIEL BOUZAS
DANIEL BRAGA
DIEGO KROPOTOFF
ETIENE MASCARENHAS
FABRÍCIO ANONI
JAYRO MACIEL
JOÃO VICTOR GRANJA
KAILANY GUIMARÃES
LUCA MACHADO
LÚCIO FERNANDES
MARCELLA STRUFALDI
MARISLÔVA CARVALHO
NILL GONÇALVES
OSCAR CALIXTO
ROD CARVALHO
RODRIGO MOLINA
SPARTUS ALVES

Participações

ADRIANA BANDEIRA
ALEX RECH
ALEXEI KOBA
FABRÍCIO ANONI
HIGOR CAMPAGNARO
REMO ROCHA
PEDRO VALENTIM
PIETRO VALENTIM
ENZO VALENTIM
ROBSON ROCHA
VERENA ISAACK

Co-produção: Caos e Cinema
Distribuição: Elo Company


Roteiro e Direção: Marcoz Gomez
Produção: Felipe Haurelhuk
Direção de fotografia: Neto Favaron
Assistente de direção: Fabricio Anoni
Assistentes de fotografia: Rafaela Chami, Ricardo Pentagna e Victor Damazio
Direção de Arte: Luiza Fardin e Silvia Sobral
Figurino: Verena Isaack
Audio: Daniela Shaw, Leandro Peska e Alex Teix
Assistente de produção: Fernanda Barreto
Continuísta: Rodrigo Simon
Still: Rodrigo Molina
Maquiagem: Esther Dias

terça-feira, 6 de março de 2012

Oscar - 2012



Semana do Oscar - 2012 se passou... estou um tanto atrasada mas apresento o melhor curta, que levou o oscar em 2012.



domingo, 8 de janeiro de 2012




Cinéfilos... Peguei essa animação no site do youtube na página do jornal O Globo... FELIZ 2012 !!!



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

As aventuras de Agamenon - O repórter

2012 começando com estreias para o cinema brasileiro.



Sexta-feira, 06/01, estreia o filme com direção de Victor Lopes e produção de Flávio Tambellini, As aventuras de Agamenon, uma comédia que conta a história de Agamenon Mendes Pereira, que será vivido por Marcelo Adnet e Hubert.

Confiram o trailer no site do Rio Show

Saiba mais acessando o site do filme em; http://agamenonofilme.com.br/

Os melhores de 2011

Saiu a listagem dos Melhores Filmes de 2011, segundo os críticos do jornal O Globo - RJ, confiram:

"O GAROTO DA BICICLETA": Aplaudida de pé como filme do ano pelos Bonequinhos, a parábola dos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne sobre altruísmo começou a carreira em Cannes, em maio. Saiu de lá com o Grande Prêmio do Júri e foi se consolidando, de país em país, por sua habilidade de gerar poesia a partir de uma narrativa nas raias da secura. Os Dardenne refinam a estrutura de conto moral que perseguem desde "A criança" (2005), usando a amizade entre uma cabeleireira (Cécile De France) e um menino em busca do pai (Thomas Doret) para celebrar a bondade.

"A ÁRVORE DA VIDA": Obra-prima para uns, delírio messiânico para outros, o último filme de Terrence Malick racha opiniões por onde passa, tendo a Palma de Ouro de Cannes como seu selo de qualidade. Uma voz em off que conversa com Deus pontua um debate sobre as manifestações do Divino, da origem do mundo aos EUA dos anos 1950, onde um menino enfrenta o pai (Brad Pitt, majestoso).
"INCÊNDIOS": Ao narrar o périplo de um casal de gêmeos à caça do paradeiro do pai, a versão do canadense Denis Villeneuve para a peça homônima de Wajdi Mouawad flana pelo Oriente Médio deixando conflitos bélicos em segundo plano. Em seu roteiro primoroso, Villeneuve não quer falar de guerras, só buscar verdades sobre indivíduos. Seu Líbano é um ponto de partida para um debate sobre perseverança.
"CÓPIA FIEL": Abbas Kiarostami, um dos pilares do cinema do Irã, sempre dribla as discussões filosóficas em torno desta produção de 7 milhões que rendeu o prêmio de melhor atriz em Cannes para Juliette Binoche. Para o diretor de "Gosto de cereja", o embate entre a galerista Elle (Juliette) e o escritor James Miller (William Shimell), sob o sol da Toscana, é só uma história de amor. Para a crítica, é mais do que isso: é uma lição estética sobre modos de olhar. E sentir.
"DIÁRIO DE UMA BUSCA": Único brasileiro na lista, o longa de Flávia Castro arrebatou prêmios no Brasil e no exterior com seu tráfego poético pelas franjas do público e do privado. Numa engenharia documental baseada em memórias de sua família, Flávia passa os anos de chumbo em revista enquanto investiga quem foi seu pai.
"A PELE QUE HABITO": Separados nas telas desde 1990, Pedro Almodóvar e Antonio Banderas se reuniram numa trama mais próxima das vísceras de Cronenberg do que do melodrama. Ao discutir a relação entre poder e desejo na seara da ciência, Almodóvar usou a cartilha do thriller para eletrizar nervos e transgredir morais.
"MEIA-NOITE EM PARIS": Maior sucesso de bilheteria da carreira de Woody Allen, esta aula ultrarromântica sobre evasão no tempo, pelas vias da arte, reeditou a proposta de "A rosa púrpura do Cairo". Ao "viajar" para a Paris de Picasso e Fitzgerald, Allen fez de Owen Wilson seu alter ego mais criativo.
"O VENCEDOR": Devastador, Christian Bale faturou o Oscar no papel de um ex-boxeador nocauteado pelas drogas que participa, para o bem e para o mal, da ascensão de seu irmão (Mark Wahlberg) nos ringues. Um diálogo com estéticas documentais amplifica a voltagem do drama e das lutas.
"AS PRAIAS DE AGNES": Única representante feminina da Nouvelle Vague francesa dos anos 1960 e diretora de filmes influentes como "Cléo das 5 às 7", a belga Agnès Varda criou um misto de doçura e intimismo nesta autobiografia. Falando de si, ela faz uma ode ao cinema de autor.
"INQUIETOS": Gus Van Sant alcançou uma comunhão rara entre os dois hemisférios de sua obra — o experimentalismo formal de "Elefante" e a narração clássica de "Gênio indomável" — para filosofar sobre a finitude. Frente à morte, Mia Wasikowska e Henry Hopper compõem um casal inesquecível.



* Os melhores filmes de 2011 foram escolhidos por André Miranda, Daniel Schenker, Ely Azeredo, Marcelo Janot, Rodrigo Fonseca, Ruy Gardnier e Susana Schild


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/os-melhores-filmes-de-2011-3526366#ixzz1iPE6Ayzt


E ai, curtiram? 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios

 Imagem filme

Literatura e Cinema juntas em mais uma obra que sai das folhas de um livro para a telona da sétima arte.
A junção da obra literária de Marçal Aquino com o cinema de Beto Brant, só podia resultar em um super filme que tem Camila Pitanga como a protagonista Lavínia.
'Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios' que participa esse ano da Premiére Brasil - do Festival do Rio - apresenta uma história, forte, sensível, com uma ficção com ar de documentário.
Amor carnal, Paixão de homem e mulher conversam em uma dança indigena de amor pela Terra, amor incondicional pelo templo Divino, construído por Deus, a Natureza.
Rodrigo Fonseca, mediador do debate que foi precedido pela exibição do filme, definiu como um filme agudo.
O filme de Brant, é convexo quando a plateia é côncava, com momentos de 'parede' quebrada leva o espectador para dentro da história e as personagens para dentro da sala olhando nos olhos de quem assiste.
Com planos perfeitos, 'Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios' conta a história de uma prostituta, Lavínia, que é salva por um pastor, Ernani (Zé Carlos Machado), que pede que seja sua mulher, mas Ernani tem que mudar de cidade, e vão morar em uma cidade pequena na Amazônia, onde acontecem os fatídigos casos de desmatamento, assassinato da nossa Terra, onde a população local, Indíos, se mobilizam para parar com esse desvairado ato de desamor. Entre um beijo, uma 'puxada' e outra, belas fotos e lindos textos de um escritor cearense, Cecim, é recitado por Victor (Gero Camillo), jornalista amigo de Gauby ( Gustavo Machado) fotógrafo por quem Lavínia se apaixona em meio as tormentas, criadas por quem ama devassaladoramente.

Filme produzido por 60 pessoas, 40 que foram junto com a produção e mais 20 que foram contratadas em Satarém, cidade que serviu de pano de fundo para a trama.

'Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios' é sensorial, visual, tocante, pode ser que seja agudo de mais, porém não menos tocante e emocionante.




*Imagens , direitos reservados.



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Godard do subúrbio carioca




Rodrigo Fonseca, depois de escrever em coautoria com Luiz Carlos Merten e Carlos Diegues no livro 'Cinco + cinco - Os melhores filmes brasileiros em bilheteria e crítica', e ser autor de 'Meu compadre cinema - Sonhos, saudades e sucessos de Nelson Pereira dos Santos', esse mês terá sua estreia na categoria romancista com o livro 'Como era triste a Chinesa de Godard'.



Um passeio pelas entranhas das ruas marcadas por histórias nunca contadas mas sempre vividas. Histórias que se misturam com a ficção, que vai além do real. Um diário de bordo, de Bonsucesso a China, das muralhas destruídas, até aquelas que o destino preservou. Como era triste a chinesa de Godard, transcende, rebobina e por favor não rebobine, mas recria e cria um novo olhar interior.


Forte, como um dragão, impactante com as palavras, pertubador com revelações, e um Sonho de Amor.



Globo News

domingo, 25 de setembro de 2011

O documentário no Brasil

O começo de setembro foi marcado pelo Festival de Filmes de Silvio Tendler no Centro Cultural da Justiça Federal. No dia 02 de setembro com exibição dos curtas: Reprise de Milton Santos; Marighella, Retrato falado do guerrilheiro e Josué de Castro, em seguida foi realizado um seminário: o Documentário no Brasil – A Construção Artística do Documentário; com o Professor e crítico de cinema Miguel Pereira , e com o Jornalista do jornal O Globo Rodrigo Fonseca, mediado pela jornalista Eliana Monteiro.

A exibição do evento é feita no site da Puc-rio